domingo, 11 de outubro de 2009

anarquista graças a deus!

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Os resultados eleitorais autárquicos reforçam a ideia que tudo seria diferente se, a exemplo da chamada Direita, a chamada Esquerda tivesse feito o mesmo número de coligações. Mas os líderes da Esquerda continuam míopes e egocêntricos! Espero que no futuro tenham mais bom senso e encontrem plataformas mínimas de convergência em favor das populações!

Eu, que analiso e escolho as propostas concretas que na minha opinião melhor servem o país independentemente de quem a s faz, continuo anarquista inofensivo graças a deus!
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Clones!

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Ao deparar com a candidatura às eleições autárquicas de muitos candidatos eleitos no domingo passado para a Assembleia da República, apesar de ficar não surpreendido fico enojado. Será que os partidos não tem mais militantes credíveis e apenas apresentam pessoas mediáticas para ganhar as eleições e depois substituem-nas por outras menos mediáticas e que não foram sufragadas pelos eleitores! Esta prática poderá contribui seriamente para o aumento da abstenção. A não ser que os partidos considerem não ter possibilidade de ganhar as referidas câmaras mas apenas disputar um lugar na vereação, o que não sendo incompatível com o ser-se deputado à AR não deixa ser um comportamento que pode defraudar os eleitores.
Confesso que gostaria de votar nas autárquicas e não sentir o desconforto de ter votado em alguém que não pretende ocupar plenamente as suas responsabilidades ou os seus compromissos com os eleitores!
Não acreditando no dom da ubiquidade, a única certeza é não votar em clones!
A dignificação da política e o país exige urgente alterações da lei eleitoral, proibindo "duplo emprego" na política!
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

EDP solidária

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Foi com satisfação que li a notícia que a EDP vai fornecer energia eléctrica, através de instalação de painéis solares, ao campo de refugiados de Kakuma, no Quénia, onde cerca de 50 mil pessoas vivem nas condições mais miseráveis, criando condições para romper o ciclo de pobreza.
Penso que este exemplo de responsabilidade social, de uma das maiores empresas portuguesas, merece ser reconhecido e que deve orgulhar Portugal e os portugueses.

"A Fundação EDP vai lançar um grande projecto de responsabilidade social no campo de refugiados da ONU de Kakuma, no noroeste do Quénia (distrito de Turkana), que permitirá fornecer energia solar fotovoltaica e eólica à totalidade da população do campo, estimada em mais de 50 mil pessoas.
O Projecto Kakuma, que arrancará em Janeiro de 2010, pretende quebrar o ciclo de pobreza dos refugiados e promover o desenvolvimento sustentável através de uma actuação integrada em todas as frentes: energia para cozinhar (fogões solares) e luz eléctrica para as famílias, iluminação das ruas, abastecimento e purificação de água, energia para os edifícios públicos (escolas, hospitais), empreendedorismo social, agricultura caseira e reflorestação de uma área de 10 hectares. E deverá envolver diversos ONG locais.
Thomas Mukoya/ReutersAntónio Guterres, Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, considera que "este projecto é inovador em termos de abastecimento de energia e de sustentabilidade ambiental", acrescentando que "as alterações climáticas são hoje um factor de deslocação forçada de populações, pelo que a capacidade de enfrentar essas alterações passa também por resolver o problema dos refugiados". António Mexia, presidente da EDP, revela por sua vez que a experiência de Kakuma, onde a empresa vai investir 1,3 milhões de euros, "poderá vir a ser replicada em cada um dos 152 campos de refugiados geridos pela ONU em todo o mundo".
Estima-se que a concretização do projecto evite a emissão de 1755 toneladas por ano de gases com efeito de estufa, que hoje são lançados para a atmosfera devido ao uso intensivo de lenha para cozinhar em Kakuma (15 toneladas por dia ou 1,5 kg por família) e aos geradores eléctricos a fuel que abastecem os edifícios públicos.
A população de refugiados é maioritariamente constituída por sudaneses fugidos da guerra no Darfur (51%) e somalis (36%), havendo ainda deslocados da Etiópia, Ruanda, Burundi, Congo, Uganda, Eritreia e Namíbia. A sua presença em Kakuma está a tornar-se insustentável em termos ambientais, devido ao esgotamento de aquíferos subterrâneos e à desflorestação provocada pelo consumo de lenha. E gera fortes tensões com a população local - os turkanas - no acesso aos recursos naturais. Com o avanço do deserto, a população do campo só encontra lenha a 50 a 100 km de distância, e esta tarefa é feita pelas mulheres, que têm de enfrentar elevadas temperaturas e ameaças acrescidas de violência sexual.
As carências de energia nos edifícios públicos são grandes. Nos três hospitais do campo só há electricidade num máximo de cinco horas por dia e nas escolas, a falta de iluminação provoca insegurança, abandono escolar (em particular entre as raparigas) e dificuldades em atrair e reter professores e pessoal qualificado. E a bombagem de água dos aquíferos por geradores a diesel sai muito cara à ONU e às ONG.
António Mexia sublinha que o Projecto Kakuma "é uma oportunidade para os refugiados exercerem um direito fundamental, o acesso à energia, e acabarem com o ciclo de pobreza". E para as Nações Unidas, é a possibilidade "de testar um conceito inovador que permite integrar os refugiados de uma forma sustentável e reduzir os custos operacionais da organização".
Com efeito, o acesso generalizado à energia irá permitir a criação de pequenos negócios e de empregos num campo onde a esmagadora maioria dos adultos depende inteiramente da ajuda humanitária. Daí que um dos dez projectos incluídos nesta iniciativa da EDP seja precisamente o empreendedorismo social. Na mesma linha se situa o projecto de agricultura caseira, que deverá envolver duas mil famílias e a plantação de árvores de fruto, legumes e 100 mil árvores por ano, bem como a instalação de sistemas de irrigação.
O Projecto Kakuma foi esta semana apresentado por António Mexia em Nova Iorque no grande encontro anual da Clinton Global Initiative, uma iniciativa promovida pela Fundação Clinton destinada a desenvolver soluções inovadoras para os principais problemas mundiais, como a pobreza, as alterações climáticas, a saúde e a educação. O evento, onde participaram 60 antigos ou actuais chefes de Estado, 500 líderes das maiores empresas do mundo e 400 dirigentes de ONG, decorreu sob fortes medidas de segurança e foi aberto pelo Presidente Obama e por Bill Clinton, sendo encerrado pela sua mulher, Hillary, secretária de Estado norte-americana."
in expresso online

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

E agora, Portugal?

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Pelas declarações dos dirigentes partidários fica-nos uma certezaVerificação ortográfica: todos os partidos com representação parlamentar ganharam, alguns de forma inequívoca.
Olhando para os resultados eleitorais fico com uma certeza diferente: o País perdeu! E receio que venhamos a ter mais uns anos de penúria e instabilidade com reflexo na vida das pessoas mais carenciadas, particularmente os jovens, os idosos e as pessoas com pouca formação profissional que se tornarão empregados de longa duração sem esperança, com excepção daqueles que são clientes fieis dos partidos da área do poder.
Quanto a uma alternativa de esquerda, haja lucidez! A recente campanha eleitoral demonstrou, parafraseando Eduardo Lourenço, que “não há nenhuma Esquerda em Portugal que possa ser sujeito de um projecto político, económico e social com aquele mínimo de coerência e de credibilidade capaz de encarnar duradoiramente uma solução viável para a vida nacional.”
Mas optimista por natureza, quero acreditar que a inteligência, o rigor e o bom senso regressarão algum dia à política!
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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Casa das histórias

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Aproveitando a gratuitidade dos transportes, neste "dia sem carros", apanhei o comboio para Cascais para visitar a Casa das Histórias-Paula Rego.

Um edifício lindíssimo de autoria do arquitecto Souto Moura alberga uma exposição soberba de Paula Rego.

Só esta pintora tem sensibilidade e arte para tornar belo o grotesco! O traço rude das nossas gentes e as suas histórias ancestrais assumem um ar sublime nas suas pinturas!

Obrigado Paula, pela oportunidade de deslumbramento que nos oferece!

Para os mais curiosos, aqui fica endereço do sitio para uma visita virtual que poderá servir de aperitivo para dar um salto a Cascais!

http://www.casadashistoriaspaularego.com/index_pt.html#/home/
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Asfixia democrática?

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Tanta parra para tão pouca uva, quando se apela à politica de verdade.
Cavaco Silva, com o seu ar sempre tão austero e impoluto, qual pretensa reserva moral da República, ao permitir e alimentar a mentira sobre as escutas telefónicas na Presidência parece dar alguns sinais que não pretende ser o Presidente de todos os Portugueses!...
Afinal a "política de verdade" também tem muitos fariseus...
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Portugal, que futuro?

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A proliferação de tanto escriva e comentador naif do quotidiano, aliado a algum desencanto têm convidado ao silêncio e a um saborear a vida de forma discreta.
Porém, em época de campanha eleitoral, onde a mentira, a intriga e a manipulação vão sendo estrelas, não resisto convidar-vos à leitura das reflexões de Medina Carreira, tendo o cuidado de refrear o seu pessimismo por vezes doentio, no livro "Portugal, que futuro"! E como aliciante, transcrevo pequeno parágrafo da introdução:
"A conquista democrática do poder é o único meio legítimo para concretizar os princípios e defender os valores essenciais de uma concepção ideológica sobre a organização social.
"Desde logo, a qualidade dos meios humanos para levar a cabo essa conquista ou para fiscalizar e criticar a força que a consiga, é fundamental: os partidos devem os escolher e atrair os mais competentes, os mais honestos, os mais rigorosos, os mais dedicados e os mais respeitados elementos da sociedade.
"Os métodos para a ascensão ao exercício do poder político devem privilegiar a verdade, a clareza, o rigor e o respeito pela possibilidade de cumprimento integral dos compromissos assumidos: não servem estes objectivos os programas eleitorais extensos, para não serem lidos; confusos para servirem todas as interpretações.."
Olhando para alguns dos candidatos tenho a certeza, pelo seu passado, que não são os mais honestos nem os mais respeitados, dando a competência de barato.
E à pergunta "Portugal, que futuro?" apenas sou capaz de responder com o título de um filme de Rivette: "Sabe-se Lá"!
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